Trombos e detritos de placas ateroscleróticas podem migrar e obstruir os vasos intracranianos, causando sintomas.
Os sintomas dependem da localização da obstrução e da função cerebral afetada. As artérias mais comumente obstruídas são:
Sintomas como tontura, pré-síncope, convulsões e sintomas neurológicos periféricos não são atribuídos às artérias carótidas.
A angiografia é o padrão-ouro para o diagnóstico. Existem dois métodos principais para medir a estenose carotídea:
Comparando os métodos:
Exemplo: Se a estenose mede 2 mm, o diâmetro normal distal é 6 mm e o diâmetro original estimado é 8 mm:
Para todos os pacientes com aterosclerose carotídea:
Considera-se assintomático quando a estenose é maior que 50%, sem eventos clínicos ou radiológicos nos últimos 6 meses.
Se a ressonância mostra uma área isquêmica associada à estenose, o paciente é considerado sintomático, mesmo sem sintomas.
Critérios que indicam maior risco de AVC em assintomáticos:
Se indicado tratamento, a endarterectomia é preferida, salvo em pacientes de alto risco cirúrgico.
A cirurgia é indicada para estenose >50%, com preferência pela endarterectomia. Pacientes com suboclusão ou oclusão total não são candidatos à revascularização.
Alternativa à endarterectomia se o risco de AVC ou óbito for <6%. Indicada em:
Principal causa de óbito: Infarto agudo do miocárdio (IAM).
Eventos neurológicos: Segunda causa de óbito.
Hematoma cervical: Reabordagem precoce necessária.
Lesões nervosas: Hipoglosso, vago, facial (ramo mandibular), laríngeo superior e acessório podem ser afetados.